Este espetáculo vem caminhando como todos os outros, porém com uma certa peculiaridade: pessoas novas dentro deste estilo tão nosso. Tão do NEAC. Tão meu. As verdades que os casados escondem até de si mesmos, inclusão social, beleza plástica, poesia concreta, Willian Blake e insanidade.Vejo pessoas começando a aparecer, mostrar seus dons e por fim me sinto uma artesã de homens. Construir pessoas é meu dom maior. Eles saem de mim como pessoas melhores e bem mais vivas. Vejo o Crescimento de Claudinha, a Vontade da outra Cláudia e sua fé no que tá fazendo. Vejo o Lucas Maicon com a sensibilidade á flor da pele. Amo a cena "Longe". Fico tão perto dela. E o Gabriel cresceu. O Elenco de primeira. Nem vou citar outros além, porque são pedras preciosas numa mina cheia de mistérios e surpresas, da qual só eu e Catarina ousamos entrar. Os Egos devastados por duas loucas que acreditam na imagem, no som. Na máquina fotográfica do cérebro humano. Quem quer comer frango? Quem quer comer frango AGORA? Vamos lá amigos. Eu dou nota dez para este elenco. Eles sabem da responsabilidade de abrir uma mostra tão única, como é O CIRCUITO. Uma mostra independente, alternativa, interna e rara. Quando eu a idealizei, nunca pensei que fosse durar tanto. Oito anos. Acho que o Neac devia estar lá em peso, para calar os sons do incômodo que o espetáculo vai causar. Para realçar a validade das imagens cruas, nuas. E para relatar os desejos contidos e as dores que engolimos todos os dias. Morrer não será mais preciso para ver o outro lado. O Inferno é aqui.
Bjos á todos do IMPERFEITO. DIA 04 DE JUNHO - SEXTA-FEIRA - NO NEAC - 20.30H - INGRESSO: 01 KG DE ALIMENTO.
O VÍDEO ABAIXO VAI PARA O LUCAS SHINODA E FLÁVIO HENRIQUE, PARA QUE CONHEÇAM A BANDA DA QUAL FALAMOS NA SEMANA PASSADA. SAINT ETIENNE: LIKE A MOTORWAY
Quem será que me chega Na toca da noite Vem nos braços de um sonho Que eu não desvendei Eu conheço o teu beijo, Mas não vejo o teu rosto. Quem será que eu amo E ainda não encontrei Que sorriso aberto Ou olhar tão profundo. Que disfarce será que usa Pro resto do mundo. Onde será que você mora Em que língua me chama Em que cena da vida Haverá de comigo cruzar Que saudade é essa Do amor que eu não tive Por que é que te sinto se nunca te vi Será que são lembranças De um tempo esquecido Ou serão previsões De te ver por aqui... então vem! Me desvenda esse amor Que me faz renascer. Faz do sonho algo lindo Que me faça viver. Diz se fiz com os céus algum trato Esclarece esse fato E me faz compreender. Esse beijo, esse abraço na imaginação E descobre o que guardo pra ti No meu coração Mas deixa eu sonhar, deixa eu te ver. Vem e me diz: quem é você
EU QUERIA FALAR MAIS HOJE, MAS EU FIQUEI NA DUVIDA QUERENDO SABER QUEM É VOCÊ, DAÍ EU FIQUEI SEM ARGUMENTOS PARA ESCREVER COISAS MINHAS.
Desejo Feliz Páscoa para todas as pessoas que gostam de mim, e para os que não gostam também. Aqueles que entram no blog só para malhar ou detonar invejas contidas. Desejo que prédios de cimento armado desabem sobre eles trazendo arte e alegria ao que restar deles. Aos meus verdadeiros e sinceros amigos desejo paz barulhenta, bons e novos sons, sexo seguro com sabor de desarmamento nuclear e para o resto, os apáticos eu desejo muito mais apatia em todos os dias de sua vida.
E PARA CATARINA DEIXO O VÍDEO ABAIXO. É QUE VAMOS VER ESTE SHOW AO VIVO E EU LEMBREI DELA QUANDO VI O VIDEO.
ADORO!!!!!!!!!
domingo, 28 de março de 2010
Entrei em minha caixa de e-mails hoje umas 500 vezes, procurando uma novidade. Algo que me traga cheiro de mato novo. Nada velho ou já vencido. Só o que achei foram mensagens lidas e spams. Fiquei feito tonto na frente da tela olhando os números de um download sem grandes expectativas. Falta tudo neste domingo. Amigos que chegam ao fim da tarde com um jeito desconfiado, querendo tocar num assunto pessoal, mas nada é feito. Eles nada têm haver com isso. Um cara de uma casa de recuperação de usuários de drogas, onde estou fazendo uns trabalhos me disse: Eu entrei por minha conta, agora eu preciso de ajuda para sair. É real o que ele disse. Tem coisas que você entra facilmente, deslizando, como se num escorregador de emoções, mas quando você chega ao final, na parte onde tem água, você corre o risco de se afogar. É neste momento que você coloca os braços para fora da água pedindo socorro. Ainda não caí na água, mas já peço por socorro antecipadamente, para que a queda seja menor e o susto pelo menos sustentável. Não conto muito com os outros. Eu sei que estou sozinho e que preciso resolver os meus restos. Na noite passada sonhei com meu pai. Era um sonho estranho, pois no sonho ele, que já morreu há sete meses, morria novamente. Eu chorava e pedia ajuda, mas estava sozinho. Decisões de mudar as coisas na vida sempre doem mais que o esperado. Pensei em quatro possibilidades hoje: beber, ir ver minha mãe, ouvir som no último volume trancado dentro do meu quarto ou comer até explodir. Nada me estimulou. Passei o domingo a ver navios, ver pernilongos e sentir vontades nulas. Queria estar agora, na casinha do Bairro Santa Clara, sozinho e sentindo o cheiro de incensos que ela tinha. Nada disso. Estou aqui mesmo, Isso é um fato. Estou precisando arrumar algo prá fazer nas folgas. Algo novo como, por exemplo: esperar. Isso é novo? Esperar é novo sim. Esperar por um novo e-mail, um novo recado no orkut ou um novo pacote de correio. Deve ter sido o fato de não ter tomado minha cerveja de todos os sábados. Nem um tira-gosto, nem nada. Estou um pé de alface neste final de semana. Cinco anos distante da vida noturna e agora mais reencontrá-la. Sinto saúdes da Marlene, da Mila e de outros. Posso ver todos em breve, se eu quiser. Agora vou desligar o micro e dormir. Eles assistem televisão no talo do volume, enquanto eu quero ouvir um cd no talo também. Eles vencem porque meu barulho é bem maior e pode incomodar os vizinhos também. Concluo que meu tempo passou, e que agora ou saio correndo daqui e tento aproveitar o pouco que me resta ou então deixo o olho do furacão me engolir. Vou ver Simply Red em BH, devo chorar em algum momento. Mas será de emoção. Amo aqueles cabelos vermelhos. Veja só este vídeo que lindo:
Ontem, 27 de março, Dia do Teatro e niver de Renato Russo (in memorian). Ele morreu mas a obra ficou. Ele ficou. Catarina dizia que eu parecia com ele. Só porque uma vez eu fui traduzindo letra de "HÁ TEMPOS" para ela entender. Tipo: as metáforas dele foram ficando transparentes em minha tradução. Coisas que passam, mas não são esquecidas.
Parece cocaína Mas é só tristeza Talvez tua cidade Muitos temores nascem Do cansaço e da solidão Descompasso, desperdício Herdeiros são agora Da virtude que perdemos...
Há tempos tive um sonho Não me lembro, não me lembro...
Tua tristeza é tão exata E hoje o dia é tão bonito Já estamos acostumados A não termos mais nem isso...
Os sonhos vêm e os sonhos vão E o resto é imperfeito...
Dissestes que se tua voz Tivesse força igual À imensa dor que sentes Teu grito acordaria Não só a tua casa Mas a vizinhança inteira...
E há tempos Nem os santos têm ao certo A medida da maldade E há tempos são os jovens Que adoecem E há tempos O encanto está ausente E há ferrugem nos sorrisos Só o acaso estende os braços A quem procura Abrigo e proteção...
Meu amor! Disciplina é liberdade Compaixão é fortaleza Ter bondade é ter coragem (Ela disse) Lá em casa tem um poço Mas a água é muito limpa...
Amo todo mundo igual, mas tem gente que me deixa mais livre para mostrá-lo. Se eu fosse gritar agora, meu grito acordaria não só a sua casa, mas a vizinhança inteira. Bjos domingueiros de paixão. Ass. Judite
Ontem foi uma noite estranha. Dormi assim que cheguei do trabalho e acordei pensando assim: Eu queria ter um carro. Sim, um carro. Na certa eu tomaria um banho bem refrescante, colocaria uma roupa confortável, despistaria uma lata de cerveja dentro da lata de refri e sairia dando uma volta. Talvez eu iria até a trincheira no final da Goiás e depois voltaria bem devagar, ouvindo algo tipo: Saint Etienne, Simply Red, Pet Shop Boys ou Cocteau Twins. Ah: Goldfrapp também seria legal. Eu ia ver alguém conhecido, ia buzinar, a pessoa ia parar e eu ia dar uma carona. Eu sem preocupar com nada ia conversar sobre assuntos triviais. Planos para o domingo, cozinha, cinema, teatro e musica. Depois de umas três latinhas de "refri" eu voltaria para casa e daria por encerrado o passeio. Quem sabe agora eu colocaria uma roupa legal e sairia por aí, sem carro, mas com a alma lavada? Tenho muitos sonhos antes do último. E qual é o último? Segredo. Pelo menos um sonho deve ser secreto. Bom, estou pensando muito nos meus planos novos. Catarina, minha amiga única, elogia meus trabalhos atuais, é muito falante e pensa em uma forma de eu me dar bem. Ela é uma pessoa adorável. Dança igual a Duffy. Não: a Duffy dança igual a ela. Somos unha e carne. Até nos comentários sobre os outros. Ela seria uma pessoa legal para ir no meu carro. Deixa prá lá: essas coisas são sonhos. E só vão deixar de sê-lo se ela acertar na mega-sena, com aqueles números que sempre esbarram, mas nunca dão certo. Essa vida é realmente doce. No final eu concluo que nem todo dia é dia de fúria, nem todo ar é poluído e que meu trabalho melhorou mesmo. Só tenho medo de voltar pra casa quando carrego dinheiro. Isso me dá medo. Acontece que meu penúltimo sonho é que tudo seja limpo, verdadeiro, o chão tenha cheiro e as pessoas não se cansem facilmente do que é eterno. Eu sonho com amizades maiores, amigos mais cúmplices, pessoas reais e um céu sempre azul claro. Eu não teria mais medo de carregar dinheiro e, uma vez, nas ruas, as pessoas me abraçariam mais.
Vem andar e voa. Bjos Ass: Judite Insone em Amitripilinoterapia.
Arrumar o quartinho dos fundos é algo penoso para mim. Penoso porque todo fim é devastador e todo recomeço assusta. Não sei se estou certa quando penso assim, mas sou sincera e é o que sinto. Não pense que estou me corroendo de tristeza. Já não há mais o que corroer. Não pense que vou morrer, morri quando tomei a decisão. Agora é me reerguer como fiz em outras vezes. Voltei a sair de casa, afinal talvez tenha sido por isso que acabei um pouco fisicamente. Sair de casa ajuda a rejuvenescer. Não estou aberta á novo relacionamento por dois motivos, primeiro porque o fim ainda não se concretizou e segundo porque uma coisa está declarada em minha vida: casamento nunca mais. Enquanto ajeito o quartinho dos fundos ouço músicas que me ajudam a entender a situação: Uma delas: "Dei meu coração á tantos, jamais fui santa. Quantos sabem meus encantos, perdi a conta. Possuí um não sei quê. E eu, minha ciência: Viver". Agora fico a um passo de um pequeno apartamento ou barraco onde poderei ouvir minhas músicas com som mais alto, fazer minha dieta sem interferências e tomar meus remédios sem o risco de assustar ninguém, caso eu venha a cair dura prá trás de repente.(morro de rir). Catarina tá em silêncio. Não quer opinar. Ela é justa e sabe que a dor espirra para todos os lados. No meu caso dói mais porque ao longo do tempo investi mais no tal negócio. Então eu concluo que: Não vale a pena comprar um cd de música triste agora. Se eu ligar o radio agora eu ouço isso. Música de mulher sofrida como dizia meu sobrinho Xande. Espero que o santo me dê uma benção para continuar. Já arrumei uma terça parte do quartinho. Minha mãe pediu para eu por a cabeça no colo dela e me fez cafuné. Dormi na hora e sem tarja- preta. Só ela pôde entender, dentro de sua ingenuidade de 84 anos, que uma pessoa, ás vezes precisa colocar a cabeça em outro lugar que não seja o seu próprio travesseiro. Nesta pausa da arrumação, contas no papel, planos de saldar todas com a honestidade de sempre, vontade de tomar um porre, uma fome imensa e...por fim...uma dor medonha.
Vídeo escolhido para este texto:
Beijos para todos aqueles que de uma forma ou de outra: ENTENDEM.
eu não gosto do bom gosto, eu não gosto de bom senso, eu não gosto dos bons modos, eu aguento até rigores, eu não tenho pena dos traídos, eu hospedo infratores e banidos, eu respeito conveniências, eu não ligo pra quem especula, eu suporto aparências, eu não gosto de maus tratos, eu aguento até os modernos e seus segundos cadernos, eu aguento até os caretas e suas verdades perfeitas,eu aguento até os estrelas, eu não julgo competência, eu não ligo pra etiqueta, eu aplaudo rebeldias, eu respeito tiranias, compreendo piedades, não condeno mentiras, não condeno vaidades.
eu gosto dos que têm fome dos que morrem de vontade dos que secam de desejo dos que ardem...sozinhos.
Embora este video não tenha nenhuma ligação com o texto acima, foi o video que me ocorreu quando eu estava postanto. Mesmo porque se eu gosto de rebeldia consciente, Angela Rorô foi (e ainda é) uma das pessoas mais verdadeiras e francas que pude conhecer. Não esqueço de uma entrevista nos anos 80 na qual ela disse: "Você tem todo do direto de quebrar todo o bar se quiser, mas para isso você precisar ter dinheiro pra bancar o prejuizo."
É só de ninar e desejar que a luz do meu amor, matéria prima destas palavras, fique a brilhar nos seus meigos olhos. E é pra você e pra todo mundo que quer trazer assim, a paz no coração.
Meu pequeno amor!
Sei que você haverá de me lembrar toda vez que a vida mandar olhar pro céu, só pra ver a estrela da manhã.
Meu pequeno grande amor que é você Miguel.
Pra poder ser livre como eu sempre quis, com a gente haverá de sempre querer.
Chegará um tempo que de tanto andar a teu lado e de tanto cruzar os caminhos Serás meu único amigo. Onde terei meu lugar e meu porto ainda mais seguro.
Sei que aquela lição que aprendemos na estrada. Aqueles sonhos que passam por nós, haverão de ser nosso abrigo.
Ter você foi conhecer o melhor da minha alma mulher.
Atrás da voz do acalanto, voz que será pedra do seu firmamento, seu nome: Miguel será o meu Olimpo.
E assim, ouvirei seus risos a todo momento.
Quando você olhar para o céu, lembra e repara bem quem o pintou. Alguém que brilha e sorri prá você. Alguém que foi menino justo e honesto também.
Não precisa sentir a dor de medir a distância, porque eu sempre vou te tocar.
Além da lembrança, além do seu calor de ser meu filho:
Você virou estrela, a estrela do meu céu.
(Escrevi este texto misturado, como se fosse a minha amiga do peito Bianca, sussurando no ouvido do seu filho Miguel. A foto acima mostra suas mãos amparando o menino, amparando o presente que recebeu da vida ou o presente que deu ao mundo.)
Esta música a seguir fala sobre amor no sentido mais puro da palavra: AMOR SEM GANÂNCIAS, VAIDADES OU EGOÍSMOS.
Foi por isso eu aprendi a amar de uma forma unicamente minha!
ACIMA PODEMOS VER DUAS FOTOS COMUNS. NINGUÉM CONHECE NO BRASIL E NATURALMENTE NEM VAI CONHECER. MAS A VIRTUOSE DO QUE NOS TRÁS ESTAS FOTOS É A ARTE INTRÍNSECA QUE ELAS REVELAM. REUNIRAM MEMBROS DO THE GIFT, MOONSPELL E PLAZA, TODOS DE PORTUGUAL, E FIZERAM O QUE PODE SE CHAMAR DE HOMENAGEM POP À GRANDE AMÁLIA RODRIGUES. EU MESMO NÃO SUPORTO O SOTAQUE LUSITANO, MAS NESTE ENCANTO, ATÉ ISSO É ACEITÁVEL. É ALGO QUE NÃO SAIU DE DENTRO DA ALMA NÃO, PORQUE AINDA ESTÁ LÁ, E QUANDO O MORTAL OUVE ACABA POR ACREDITAR QUE AINDA EXISTE GENTE LEVANDO Á SÉRIO AS NOTAS TÃO SAGRADAS CHAMADAS NOTAS MUSICAIS. NÃO TEM FOLCLORE, NÃO TEM PATRIOTISNO. É COMO SE A PÁTRIA DO GRUPO FOSSE A MÚSICA E ELES COMO SOLDADOS LUTASSEM POR ELA USANDO TODOS OS RECURSOS QUE OS BONS SONS PODEM OFERECER. QUEM DIRIA QUE UM DIA EU OUVIRIA AMÁLIA POP. GAIVOTA É A PRINCIPAL. SÔNIA RODRIGUES, VOCALISTA DO THE GIFT E AQUI TAMBÉM VOCALISTA, EXECUTA O QUE PODE SE CHAMAR DE "INTERPRETAÇÃO TEATRAL DE PRIMEIRA" DO JEITO QUE EU GOSTO. É COMO SE NO PEITO AO INVÉS DOS OSSOS QUE SEGURAM OS MÚSCULOS, EXISTISSE SOMENTE UMA JANELA ABERTA PARA O CORAÇÃO DA GENTE. SAI DE DENTRO DELA UMA FÚRIA INVENTIVA E SEM PRECEDENTES. TENHO MEDO DESTAS COISAS. A ÚLTIMA VÊZ QUE OUVI ALGO ASSIM FOI QUANDO RENATO RUSSO CANTOU "O LIVRO DOS DIAS". NESTE DIA EU DISSE "ESSE CARA VAI MORRER CEDO". EM PORTUGAL FOI FEITA UMA EDIÇÃO LIMITADA COM LIVRO E CD. É ESTA QUE EU QUERO. PARA O BRASIL NÃO VEIO NADA. NEM UMA RESENHA EM NENHUM JORMAL. PRECISO URGENTE IMPORTAR ESTA OBRA DE ARTE PARA DENTRO DO MEU QUARTO DE SOM. NÃO EXISTE BAJULAÇÃO NO QUE ESTOU DIZENDO, ESTOU MESMO ENCABULADO COM ESTE CD. BAIXEI AQUI PORQUE CATARINA FALOU DELE E NEM PENSEI EM OUVIR. PORÉM ONTEM, EU RESOLVI OUVIR E FIQUEI IMPRESSIONADO COM AS VANTAGENS REAIS E HUMANAS QUE EU RECEBIA ENQUANTO OUVIA. POSTEI AQUI POR DESABAFO, PORQUE SEI QUE NEM TODOS TERÃO TEMPO NEM CURIOSIDADE PARA PROCURAR. QUANDO MINHA EDIÇÃO LIMITADA CHEGAR DE PORTUGAL EU FAÇO CÓPIA PRA TODO MUNDO QUE QUISER. ISSO É QUASE QUE UMA MISSÃO. ALGO QUE PRECISA PASSAR DE MÃO EM MÃO. POR HORAS SÓ TENHO MP3 AQUI. BOM, AGORA VOU PARAR QUE ELOGIAR E FAZER SOMENTE UM ÚLTIMO E JÁ CONHECIDO COMENTÁRIO: AS OBRAS DE ARTE SÃO REALMENTE INEXPLICÁVEIS.
LETRA DE "GAIVOTA"
Se uma gaivota viesse Trazer-me o céu de lisboa No desenho que fizesse, Nesse céu onde o olhar É uma asa que não voa, Esmorece e cai no mar.
Que perfeito coração No meu peito bateria, Meu amor na tua mão, Nessa mão onde cabia Perfeito o meu coração.
Se um português marinheiro, Dos sete mares andarilho, Fosse quem sabe o primeiro A contar-me o que inventasse, Se um olhar de novo brilho No meu olhar se enlaçasse.
Que perfeito coração No meu peito bateria, Meu amor na tua mão, Nessa mão onde cabia Perfeito o meu coração.
Se ao dizer adeus à vida As aves todas do céu, Me dessem na despedida O teu olhar derradeiro, Esse olhar que era só teu, Amor que foste o primeiro.
Que perfeito coração Morreria no meu peito, Meu amor na tua mão, Nessa mão onde perfeito Bateu o meu coração.
VEJAM NESTE VÍDEO ABAIXO SONIA RODRIGUES NO CLIPE OFICIAL DE "GAIVOTA". SERÁ QUE SÓ EU VEJO ISSO?
ADORO DAR UNS TAPAS COMO ESTES, NAS PESSOAS QUE VISITAM A JUDITE. BJOS.
TALVEZ EU SEJA UM FRACOTE QUE NÃO CONSEGUE SER COMO DEVERIA SER. TALVEZ EU SEJA O MEDROSO, SEM ASSUNTO, O BOBO DA CORTE. O CERTO É QUE NÃO SEI ARRUMAR MINHA CASA SEM PEDIR LICENÇA. NÃO SEI GRITAR SEM OLHAR PARA OS LADOS. HOJE EU ME SINTO COMO UM BICHINHO QUE PRECISA DA CASCA DA ARVORE PARA SE ESCONDER. EU TENHO MEDO DE TUDO E DE TODOS. MAS SEI QUE NÃO SOU SÓ EU. TEM OUTROS QUE COMIGO CONVIVEM E QUE PENSAM ASSIM TAMBÉM. QUANDO MAIS PERTO MAIS DEPENDENTE. NA MINHA LIGA COM DEUS EXISTE UM LIMITE. O LIMITE DA MINHA IRA. CHEGUEI NELE HOJE. CAI NOVAMENTE NO CAMPO DA BONDADE.
DEUS HAVERÁ DE CUIDAR DE MINHAS CHAGAS PARA QUE EU SUPORTE A DOR DO OUTRO.
CORAÇÃO É TERRA QUE NINGUÉM PISA SEM AUTORIZAÇÃO DO DONO.
(pausa, inspiração profunda...insight. Olhar pra porta de saida, náuseas. Alguma coisa vai se pretrificando. A parte esponjosa interna da boca enrijesse. A terra, outrora firme, treme do lado esquerdo e resposta sai para sempre:)
- O aço dos meus olhos, e o fel das minhas palavras acalmaram meu silêncio, mas deixaram suas marcas...Se hoje sou deserto, é porque que eu não sabia que as flores com o tempo perdem a força, e a ventania vem mais forte...Hoje só acredito no pulsar das minhas veias e aquela luz que havia em cada ponto de partida, há muito me deixou. Não acredito mais no fogo ingênuo da paixão. São tantas ilusões perdidas na lembrança... Nessa estrada, só quem pode me seguir sou eu!
( Fiquei encantado com o que ouvi hoje de minha médica. Coisas tão boas que até pensei que ela tava lendo. Concluí que algumas pessoas falam com o coração, enquanto outras necessitam decorar para dizer. E que ainda há outras, que não fazem nem um nem outro, só o que fazem e dizer algo que faça o outro se sentir mais sozinho do que já está.)
Acho que agora não existe mais perdão!
Pai: esteja onde estiver, passa tua mão na minha cabeça agora viu? Eu preciso disso.
DESSE JEITO EU ACABO POR DESMONTAR TODO. VEJAM SÓ: ACIMA A CAPA DO CD DE lUKESTAR - LAKE TOBA, E ABAIXO UM VIDEO ONDE ELES MOSTRAM COMO SÃO SEM OS SINTETIZADORES E OUTROS RECURDOS. É DE ENDOIDAR QUALQUER UM QUE SAIBA ADMIRAR.
COISAS QUE VEM DO BERÇO.
ABRAÇOS IMENSOS E DEMORADOS PARA TODOS OS POUCOS QUE PASSAM POR AQUI.
TEM GENTE TAPADA NESTE MUNDINHO AQUI. DETESTO QUE USEM OU TENTEM USAR MINHA SENSIBILIDADE PARA O GOSTO FRACO. A NOÇÃO QUE TENHO DO QUE É NOVO, ANORMAL E INTERESSANTE É SÓ MINHA. NÃO VOU ME GASTAR PARA AJUDAR NA EVOLUÇÃO DE UM MOVIMENTO QUE ACHO UMA MERDA.
ENTÃO, POR FAVOR, PROCUREM OUTRA PESSOA, MAIS DISPOSTA, MAIS "ARTISTA", MAIS FÁCIL QUE EU. EU DETESTO MORAR NUMA CIDADE QUE NÃO TEM NADA, E AINDA POR CIMA QUEREM QUE EU AJUDE A CRESCER ESTE ATRASO DE VIDA. DEIXA ISSO PRÁ LÁ, AFINAL DE CONTAS EU SOU MESMO UM CHATO, NO MEIO DESTE POVINHO ARTISTA QUE FICA POR AÍ PROCURANDO SE DAR BEM.
BOM: HÁ UM TEMPO VENHO CONVERSANDO MUITO COM TRULLS HEGERRO, VOCALISTA DO LUKESTAR. ELE É UMA PESSOA DE UM CORAÇÃO IMENSO, ADORÁVEL E PURO. SEM CONTAR O TALENTO. A BANDA NASCEU DA NORUEGA E ESTARÁ EM DEZEMBRO DE 2010 NO BRASIL PARA UMA PEQUENA TOUR. ELES VEM A BH E TRULLS ME CHAMOU PARA ACOMPANHAR O GRUPO NA CAPITAL MINEIRA. DAÍ EU PERGUNTO: UMA PESSOA QUE ACABA SER CONVIDADA PARA ACOMPANHAR LUKESTAR EM BELO HORIZONTE, QUE VAI FICAR LADO A LADO COM TRULLS, QUE VAI TER QUE RALAR PARA CONVERSAR EM INGLÊS COM ELES E QUE VAI ALMOÇAR COM ELES E ATÉ ENTRAR NO APART DELES, TEM TEMPO PARA CONVERSA DE ENFADOS?
QUEM SABE EU PEÇA PARA ELE CANTAR WHITE SHADE SÓ NO VIOLÃO E VOZ PARA EU OUVIR? QUEM SABE ELE AUTOGRAFE OS MEUS CDS DO LUKESTAR. DE UMA COISA TENHO CERTEZA: EU VOU VE-LOS DE PERTINHO. QUEREM IR A ALGUM LUGAR DEPOIS DO SHOW, EU INDIQUEI "A OBRA" MESMO NÃO CONHECENDO BEM. MAS MINHA DEUSA KARIN FALA TANTO DE LÁ. ESPERO NÃO SER CHATO, MAS DEPOIS DISSO, AINDA VOU EMPRESTAR MINHA SENSIBILIDADE E CONHECIMENTO PARA O CRESCIMENTO DA MUSICA FOLK BRASILEIRA? ALGUÉM SABE O QUE É "MÚSICA FOLK BRASILEIRA"?
TA AÍ OS VIDEOS DO LUKESTAR "WHITE SHADE, LAKE TOBA E IT'S OK AMIGO".
TENHO 47 ANOS E NESTA IDADE UM HOMEM QUE ENTENDE DE ALGUMA NESTA VIDA, SE DÁ ALGUNS DIREITOS. EU ME DOU ESSES.
Após anos em silêncio, Liz Fraser , vocalista dos COCTEAU TWINS, lança um ep e diz coisas nunca antes ditas sobre ela e sobre a banda. Esta entrevista saiu no jornal THE GUARDIAN: http://www.guardian.co.uk/music/2009/nov/26/cocteau-twins-elizabeth-fraser-interview E o membro da comunidade da banda no Orkut chamado Silent, traduziu e postou, para a emoção de todos os que conheceram este fenômeno.
TRADUÇÃO DA ENTREVISTA. LEIAM ATÉ O FIM E ENTENDAM NÃO SÓ O DILEMA DE FRASER, MAS ALGO DE LOUCO E COMOVENTE DA MENTE HUMANA.
O Cocteau Twins estava separado há sete anos e a mística que eles criaram durante todo esse tempo foi crescendo gradualmente à medida que sua influência também aumentava - quando veio o anúncio de sua volta. O mundo foi informado de que o Cocteau Twins abriria o festival Coachella na Califórnia e sairia em uma grande turnê. De acordo com o baixista Simon Raymonde, a banda receberia um cachê de £1,5 milhões para reunir-se novamente – dinheiro suficiente para garantir estabilidade financeira e o futuro do selo de Raymonde, o Bella Union. Só houve um problema. Semanas depois da notícia, Elizabeth Fraser, a vocalista do grupo anunciou que não participaria do evento. “Não me lembro de ter sido tanta grana assim, mas em todo caso, isso não é motivo [para uma reunião]” afirma Fraser, em sua primeira entrevista desde a separação da banda, em 1998. “Mas as pessoas ficam entusiasmadas demais. Mesmo quando as coisas estão a um palmo de você, as pessoas não querem ver. Eu sabia que não iria acontecer e não demorou muito para eu pular fora. Eu não sei dizer que estou bém, quando as coisas não estão bem”.
A decisão de Fraser de abandonar o projeto de reunião da banda foi tomada pelas mesmas razões que contribuíram para a primeira separação do grupo: Ela não conseguia mais conviver com o guitarrista do Cocteau, Robin Guthrie – pai do seu primeiro filho e parceiro até 1993.
Enquanto estavam juntos, o Cocteau Twins se estabeleceu Omo um dos três pilares da música alternativa britânica, junto com o New Order e The Smiths. Guthrie produzia efeitos brilhantes de guitarra – certamente a inspiração para que o dublê de crítico e DJ da Radio 1 Steve Wright chamasse de “catedral sônicas” – enquanto os críticos profissionais se desmanchavam em elogios à voz de Fraser, com trinados sobrenaturais e geralmente incompreensíveis. Um crítico chegou a classificar (para o constrangimento da própria Fraser) como “a voz de Deus”. Madonna adorava o Cocteau Twins, Prince queria contratá-los e Green Gartside, da banda Scritti Politti disse que as acrobacias vocais de Elizabeth Fazer se encontravam em terceiro lugar nos seus maiores melodistas de todos os tempos (atrás somente de Paul McCartney e Brian Wilson). O Cocteau ainda influencia bandas até hoje, com seus sons etéreos e extraterrestres. Agora essa voz pode ser ouvida novamente no lançamento de seu primeiro trabalho solo, Moses.
De acordo com Fraser, a reunião abortada não foi um factóide, nem uma chance de recompensa financeira merecida pela reputação da banda: "foi uma tentativa de cicatrizar velhas feridas. As coisas que acontecem e deixam marcas, não desaparecem quando maquiadas. Por baixo fica uma mancha escura, que nem sempre faz bem para quem a possui. O amigo de infância (que se tornou roadie e depois empresário da banda) queria que eles se reunissem “para que todos pudessem ser amigos novamente. Não é possivel ser amigo de alguém pelo qual já se desgostou uma vez". Entretanto, Fraser imediatamente tinha reservas quanto a isso. “Ainda havia uma sensação de sermos casados”, ela explica sobre sua relação com Guthrie. “Mas não éramos mais. Nós somos muito diferentes hoje em dia”. Ela descreve essas diferença numa frase: “Você pode deixar a outra pessoa sem fôlego somente ao fazer ou dizer algo que ela não estava esperando por isso”. Ela agora nem consegue pensar sobre seus antigos colegas do Cocteau, quanto mais vê-los. “Eles eram minha vida. E quando você se entrega totalmente dessa forma, você também deve se retirar completamente. Eu não queria cantar para ser elogiada, eu nãi via ninguém, não pensava em ninguém, eu só desabafava. Nunca pensei em ser melhor que ninguém. Eu era apenas a vocalista de uma banda que crescia”.
Não foi só seus companheiros de banda que ela abandonou. Nos últimos 12 anos, ela raramente trabalhou no ramo musical. Ela colaborou no álbum Mezzanine do Massive Attack, no belíssimo hit “Teardrop” (e viajou com eles em turnê em 2006), mas foi só isso. Já lhe ofereceram quantias “inimagináveis” para que ela colaborasse com outros artistas (“o mais esquisito foi o Linkin Park”) – todas elas recusadas. Fraser enxerga o processo de fazer música como uma parte inseparável de suas emoções. Ela sempre teve dificuldades para escrever letras de música, mas de repente dava um estalo e ela “embarcava com o som e a felicidade” – por isso ela canta sons e palavras sem significado, os quais ela só encontra significados mais tarde. Como ela diz, “eu não sei atuar. Não sei mentir. Na verdade eu queria que todo mundo aparecesse na mesma capa, da mesma revista, todo mundo ganhando ou perdendo”. Sua inabilidade em fingir é evidente até agora. Ela está tão nervosa antes de conceder essa entrevista que está literalmente tremendo.
“Eu vivo aqui”, explica Fraser, apontando para sua cabeça. “E é muito difícil. Eu me deixo levar por qualquer sensação. Em alguns momentos estou bem, mas outras vezes eu sou uma destruidora. Minha mente ou está a mil ou está parada. Não existe meio termo”. Quando ela se apresentava, sofria de ataques de ansiedade antes de entrar no palco. Agora ela fala de sua ansiedade se espalhando pelo estúdio. Seu single foi gravado há algum tempo com Damon Reece (baterista do Massive Attack) e seu parceiro de mais de uma década – e grande amigo, Jake Drake-Brockman. O projeto sequer estaria sendo lançado se não fosse por uma tragédia: Drake-Brockman morreu em setembro – e Moses será lançado como um tributo a ele. O Pop sempre foi uma escapatória para Fraser. Ainda em Grangemouth, uma cidadezinha petroquímica “horrível” em Stirlingshire, ela parecia destinada a seguir os passos da sua mãe como costureira, até que ela percebeu que tinha “luvas de boxe no lugar das mãos” – isto é, não tinha habilidade alguma para operar as máquinas de costura.
Ela freqüentava um clube chamado Nash, local onde conheceu Guthrie: ele convidou Fraser (na época com 17 anos, em 1980) para juntar-se à banda que ele havia criado com seu amigo Will Heggie. Ao aceitar o convite, Fraser ganhou uma alma gêmea e um facilitador. “Eu o admirava muito. Tudo era ele. Até meus olhos eram mais claros. Jamais teria conseguido sem ele”. O som característico que eles criaram “fluiu da química entre nós”, principalmente quando o londrino Raymonde substituiu Heggie.
Fraser não achava que eles estavam fazendo algo experimental ou original: “Parecia que nós conseguimos nos dar bem”, ela diz – mas o começo dos anos 80 “era uma época de muita sorte. As bandas podiam fazer o que quisessem e estabelecer uma carreira. Parecia uma festa.” Mas, de acordo com ela, “não podia durar por muito tempo porque coisas boas não duram para sempre”. Ela e Guthrie ficaram juntos por 13 anos e durante esse tempo qualquer dificuldade no relacionamento era potencializado por também trabalharem juntos. “Nós éramos muito grudados, mas certas responsabilidades eram demais para a gente. Eu era meio recruta sempre pronta e ele era o homem. Somente minha mãe elogiava isso”. O nascimento da filha do casal, Lucy-Bell, em 1989 “não teve o impacto positivo” que ela esperava.
Havia ressentimento de ambos os lados, lembra Fraser. Eles estavam “se distanciando cada vez mais” e ela estava extremamente infeliz na banda. Ela se arrepende de “ter feito o que as pessoas queriam o tempo todo” e começou a se libertar, um processo documentado nas letras extraordinariamente diretas do álbum Four-Calendar Cafe. A situação ficava pior com a dependência de Guthrie em álcool e drogas, uma revelação (que partiu do próprio Guthrie, após a separação da banda) que chocou os fãs. Mas a tristeza de Fraser passava despercebida por seus colegas. "Eu estava sozinha porém acompanhada. É incrível quando você se sente sozinha no meio das pessoas que poderiam te ajudar, e elas nem notam isso, Eu recorria às pessoas numa tentativa de obter uma chamada à realidade, mas eles não notavam problema algum”, lembra ela. “E essa era uma das coisas que me deixaram completamente enlouquecida. Quando você precisa acertar algumas coisas e isso não está acontecendo, é de deixar qualquer um louco de raiva”. Fraser passou por uma depressão e submeteu-se à psicoterapia. Até hoje ela se irrita com a sugestão dada por Guthrie de que ela precisava de drogas para compor, feita logo após ela ter saído da reabilitação. “Não acredito nisso e nem mesmo ele acreditava nessa afirmação no início”, ela afirma. “Quer dizer, eu tentei continuar, mas eu já acho o processo de comunicação muito difícil. Sob o efeito de drogas, eu literalmente me desligava. Eu achava que eles iriam perder o interesse naquilo tudo e entrar numa onda mais... saudável.” Ela se permite dar uma pequena risada. “Mas nunca funcionou. Eu acreditava numa mudança porque eu precisava dela”. Fraser ainda tem raiva de si mesma por ter permanecido no Cocteau Twins por dois anos (e outro álbum, Milk and Kisses, de 1996) após o término do relacionamento com Guthrie – “mas estávamos terrivelmente sobrecarregados de trabalho e eu não fui forte o suficiente para dar um fim naquilo. Milk and Kisses é uma raiva transformada em obra de arte. Ou uma derrota jogada em meio aos sons de guitarras. Só sei que vinha de mim”.
As tensões decorrentes desse período causaram o dano maior. “De tempos em tempos eu explodo”, ela diz, “e fico atolada em sentimentos que eu não posso negar. Detesto quem amo e acabo por magoar pessoas e criticar os outros”.
Depois de se separar de Guthrie mas continuar trabalhando juntos na mesma banda, Fraser começou um romance com Jeff Buckley, após ambos se apaixonarem completamente por suas vozes. Novamente, a emoção produzia música. Um belíssimo dueto gravado por eles (All Flowers in Time Bend Towards the Sun) circula pela internet, para a irritação de Fraser.
“Por que as pessoas têm que ouvir tudo?”, reclama. Eu lhe digo que a música é espetacular. “Mas está inacabada, sabe. Eu não quero que escutem”. Ela faz uma pausa. “Talvez eu não pense assim o tempo todo”.
Buckley morreu em 1997, mas durante esse período eles já haviam perdido contato; Fraser não gostava das inúmeras turnês de Buckley, uma reação que ela se arrepende bastante hoje em dia. “Eu deveria ter sido mais amiga”, diz, suavemente. “Sua carreira significava tudo para ele e eu devia ter sido mais compreensiva – feliz com um tipo diferente de relação. Eu sentia falta de algo,a mancha escura não saia dali e foi minha culpa”. A notícia do desaparecimento de Buckley (ele se afogou nadando no rio Wolf em Memphis) chegou enquanto Fraser gravava “Teardrop” , com o Massive Attack. “Foi tão estranho”, ela se recorda, “Eu estava colocando as letras na canção e pensando nele. Essa música é um pouco sobre ele – pelo menos é o que eu sinto”. Ela parece assombrada pela culpa: não só por causa de Buckley, mas por tudo. Em suas próprias palavras, “eu preciso me perdoar. Eu estava na metade da composição da letra, dali para frente a letra virou outra coisa, outra atmosfera. Uma letra que era para ele ficou meio para ele e meio por ele. Detesto memórias. Detesto as dos outros quanto mais as minhas”. Ela muda de assunto, sugerindo telefonar para Reece, que está em turnê na nevada Bratislava. Sua expressão se ilumina: mesmo através do viva-voz, a química entre os dois é evidente. “As pessoas te avisavam pra ficar longe de mim, que eu era problemática?”, ela pergunta. Ele dá uma risada. “Só uma ou duas pessoas”.
O casal se conheceu rapidamente antes da separação do Cocteau Twins. Ele literalmente a abduziu com sua moto Triumph, uma lembrança que o faz falar sobre seu amigo motociclista Drake-Brockman. Quando Reece e Fraser se mudaram para Bristol, Drake-Brockman os ajudou a arrumar a casa e ensinou Lily a nadar. Reece ainda está em choque após o acidente que matou seu amigo. “Ele usava um paletó de tweed e andava numa moto de 1938”, diz Reece. “Ele seria aquele velhinho motoqueiro de 80 anos”.
A conversa volta para Fraser, que explicou anteriormente que o outro motivo para seu afastamento da vida pública foi o nascimento da sua segunda filha. Após o nascimento de Lucy-Belle, ela continuou trabalhando, mas assegurou que acompanharia o crescimento da filha. “Eu estava tão irritada comigo mesma”, ela suspira. “Eu percebi o quanto eu havia perdido. Mas essa sou eu, com raiva, sempre com raiva! Eu nunca tive pensamentos nobres e nunca fui perseguida pela imprensa. As coisas que tive e tenho são realmente minhas”.
Entretanto, as chagas do passado estão cicatrizando. Apesar dos fardos que carrega, Fraser é feliz e sua proximidade com Reece produziu suas primeiras músicas em mais de uma década.
O casal até fez músicas (“o que pode virar um álbum”) em que ela – de forma pouco usual –diz que está muito orgulhosa do resultado. Mas ela insiste – assim como o dueto com Jeff Buckley – de que a música não está terminada e ainda não está pronta para ser lançada ao público. “Eu sou muito perfeccionista. Disseram injustamente que eu era a voz de Deus, e Deus, quem sabe, seja perfeito?”, explica. “Estou ficando mais forte como pessoa, mas às vezes eu preciso” – e agora ela dá uma risada – “me libertar de mim mesma!” Reece compreende que o processo de recuperar Fraser como vocalista é algo gradativo.
“Fico com pena do público em geral, porque eu a ouço cantar aqui em casa e é absolutamente fantástico”, diz. “Ela é original em todos os sentidos. O que pode ser muito frustrante, mas é uma característica incrível. Eu trabalhei com muitas cantoras, mas muitas delas eram ‘fake’. O mundo fica mais triste sem o canto de Elizabeth”.
Fraser apenas abre um sorriso e não diz uma palavra.
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AGORA QUE VOCÊS JÁ SABEM REUNAM O MATERIAL DELES E ESCONDAM DEBAIXO DE SETE CHAVES, ESSAS COISAS TEM REALMENTE UM GRANDE VALOR.
ABAIXO EU POSTO UM VIDEO PARA AGUÇAR A VONTADE DE ENTRAR NO CORAÇÃO DE LIZ:
Neste exato momento coloquei minhas mãos em sinal de oração e pensei mais uma vez:
EU TENHO TODO O PRAZER DO MUNDO EM CONHECER ESTES CARAS. JÁ VI DOIS SHOWS, BEM NA FRENTE E ME LEMBRO DE TUDO. ÚLTIMO DIA DO ANO. COMO É BOM OUVIR E VER ESTE VIDEO.
DESEJO PAZ E ALEGRIA PARA TODOS OS QUE MERECEM. E PARA QUEM NÃO MERECE DESEJO HUMILDADE DE ATOS, PARA QUE POSSA MERECER NOS DIAS QUE VIRÃO.
A arte está no sangue. Está nos nervos e é luz da vida. Não adianta dizer que isso é brega, barango ou cafona. A verdade é que ser bom, hoje, é ser burro. Se todos os cantores e cantoras de hoje conseguissem provar que conseguem cantar pelo menos uma vezinha se quer, eu entenderia que o resto, a falta de classe, voz, o gosto fraco ou interpretação se dá a necessidade de vender o que os burros compram.
POR FAVOR: PROVEM-ME O CONTRÁRIO, ANTES QUE EU MORRA. VEJAM SÓ O QUE ESTÁ POSTADO ABAIXO:
NÃO PRECISA GOSTAR, BASTA VER, SENTIR E ADMITIR QUE SENTIMENTO FOI FEITO PARA EXPRESSAR SEJA COMO FOR.
Ando pensando muito neste final de ano. Pensando que se eu morrer hoje nada deixarei a não ser o meu livro para a Samira. Não tenho casa, carro, lote ou conta alta no banco. Artista não fica rico e nem consegue muita coisa não. Só cultura é o que me faz rico. Sou uma pessoa inteligente, de bom gosto e a maior riqueza que tenho é a vontade de melhorar. Catarina anda triste, por isso dei a ela um livro sobre as Frenéticas. Acho que o astral das Frenéticas poderá contagiá-la. Também penso que é missão dela ficar bem. É uma obrigação que ela tem de dar um jeito e melhorar. Quanto a mim, ando alegre. Feliz não. Só alegre. Dei-me um monte de presentes neste final de ano. Muitos CDs raros, DVDs. É que eu tenho um verdadeiro tesão por estes pequenos círculos brilhantes. E decido que nunca deixarei de comprá-los. Quando abro uma caixinha e vejo aquele objeto musical dentro dela fico inebriado. E tem mais: tem de ser original, edição limitada, cheiro de novo. Agora mesmo estou ouvindo DAME SHIRLEY BASSEY – THE PERFORMANCE, e é uma caixa limitada, apenas duzentas no mundo inteiro, e uma delas está comigo. Custei a comprar, mas quando chegou minha casa ficou cheia de cheiro e de novidade. Fico triste em saber que as pessoas com quem convivo no teatro, conhecem pouco destas coisas. O povo do teatro deveria ser mais interado sobre música. Não só o povo com quem convivo, mas todo o povo do teatro em minha cidade. O meu pessoal, O NEAC, ainda conhece um pouco porque eu faço isso acontecer. Estou sempre mostrando e comentando sobre coisas novas, Mas só eu fazendo é pouco. Acho que vou montar um perfil no Orkut para postar fotos e dicas destes pequenos diamantes que tenho. Minha mãe anda bem de saúde, mas os olhos dela procuram por meu pai. Ela fica me olhando e pedindo por ele. Nada posso fazer. Existem dores que só quem sente sabe a intensidade. Antigamente eu achava que o amor era algo que me deixaria sem ar e eu até perderia a respiração. Hoje sei que isso se chama Pneumonia, e que o amor na verdade, significa prisão e cárcere. De todas as pessoas que amo, passo a entender que amo mais coisas do que pessoas. É que as coisas não desfazem de mim, realizam minhas vontades e ainda me dão tesão. Enquanto pessoas desfazem, ignoram, desviam sonhos e deixam para lá. Ando cansado de ouvir a palavra “caipira, burrinho e frases cujo tom acaba agredindo. Amo a vida como ela é, mas se pudesse eu a mudaria. APENAS UM GRITO AGORA: TEM 15 ANOS QUE SAÍ DA CASA DE MINHA MÃE PARA MORAR SOZINHO E NUNCA MOREI. Dos anjos que me lembro agora dou significados: João (o hétero mais bacana que conheço), Renildo ( anjo de asas abertas, “ASAS DE OURO”) Karim ( A coisa mais fofa e linda que já cruzou o meu caminho) Toin ( um cara cheio de amor prá oferecer à Heleninha), Rafael ( um cara cheio de dengos com a Tonha) Lú (Ícaro em vôo rasante querendo pousar) Jorge ( onça da nota de 50) Catarina (Amiga Carinhosa e muito inteligente) Ana (Cabeçuda), Bianca ( Uma mulher em busca de melhorar) Ailton ( Um parceiro para tudo) Lourdes ( A mulher mais invejável que este mundo possui) Flávia Alcântara ( O loirão razão dos sonhos eróticos do filho da Lili ) Lili ( alguém cuja admiração que tenho ultrapassa a lógica) Simão ( O homem que faz a Lili feliz). Acho que paro por aqui, são muitos e nem me lembro de todos agora. No fim das contas meu mundo é um céu cheio de anjos e querubins. Neste final de ano estou sentindo uma alegria diferente. Muita alegria. Estou de férias e posso dizer que estou dormindo bem e bebendo pra valer. Sinto vontade de fumar também, e fumo porque eu não devo nada a ninguém. Quem sabe eu vá ver Cranberries em BH? Eu gosto muito de LINGER, é uma das melodias mais lindas que conheço. Acabei de colocar o cd deles agora. Esta tocando LINGER. E eu viajando no som deles. Devo ver o show sim. E de preferência sozinho. Bem perto assim como fiquei no show dos PET SHOP BOYS. Ainda hoje quero assistir o DVD do LACRIMOSA que comprei. Barbada. Comprei o DVD normal e me veio um Digipack luxuoso e limitado. Lojas Americanas online e seus controladores de estoque. Tomarei mais umas cervejas e depois comerei algo na hora errada para variar. Neste final de ano eu desejo a quem estiver feliz, que continue. E a quem estiver triste que assista ALMAS ENCLAUSURADAS (ANO 2 – O RETORNO). Palmas para o Lú e seu grupo. Agora vou para de escrever porque tenho um pacote que chegou pelo correio. Deve ser o THE VASELINES, que o Patrick me enviou da Inglaterra. Vou lá...e depois escrevo aqui o que é e o que senti. Abaixo eu deixo um vídeo do FEVER RAY – Melhor banda e melhor disco de 2009. Eu amo esta fusão TEATRO+MUSICA+VISUAL+DANÇA+DEUS.
Bom, agora vamos ao ritual da caixinha que veio pelo correio. Depois entro novamente e conto o que veio nela e o que senti.
Frequentemente confundido com uma pessoa diferente, não sei falar inglês e tenho uma incrível preguiça para outros idiomas. Um dia na adolescencia experimentei a vanguarda... e viciei... Desde então nunca precisei experimentar nenhuma substância entorpecente. SÓ TARJA PRETA. Penso sempre: Que culpa eu tenho se o bom gosto bateu em minha porta? Meu pacote perdido da Recordstore chegou pelo correio. Espero hora boa para abrir e morrer de tanta emoção.
AI MEU DEUS, QUE DELÍCIA!
COLOQUEI ESTE VIDEO AQUI PARA CATARINA. ELA GOSTA DE COISAS REALMENTE BOAS, DAÍ FICA PENSANDO QUE ESTÁ NO LUGAR ERRADO.
SERÁ QUE EXISTE ALGUMA COISA A FAZER, DEPOIS DESTE VIDEO?
NO LIMITE ENTRE O NADA E O LUGAR NENHUM EXISTE UMA VITROLINHA TOCANDO HOLDEN. QUEM TEM BONS OUVIDOS, QUE OUÇA. QUEM TEM BOM CORAÇÃO, QUE SINTA. QUEM NÃO SENTE NADA, QUE EXPERIMENTE.
A SEGUIR: HOLDEN TRÊS VEZES.
ACEITE O FATO: TÊM COISAS QUE SÃO PARA POUCOS. E VOCÊ? FAZ PARTE DESTES POUCOS, OU NÃO?
EU PENSO QUE É ALGO QUE NUNCA VAI PASSAR. ELES SÃO GÊNIOS. SÃO PERFEITAMENTE INCORRETOS. PODEM MORRER QUE NÃO MORREM. E EU, ESSE MORTALZINHO AQUI, FICO VENDO E TENTANDO DIZER A TODOS: GENTE! SE VOCÊS TRABALHAM COM ARTE, CONHEÇAM ESTES SERES.
Coloquei de uma vez por todas, dentro de minha cabeça, que eu não mereço algumas coisas. Eu não mereço ouvir música sertaneja, mesmo que seja no bar de um amigo e na companhia de outros. Não mereço agüentar gente esnobe. Não preciso engolir lixo e nem preciso calar diante de uma dor provocada por qualquer um que não tenha o profundo desejo de me ver feliz. Acontece que estou me sentindo auto-suficiente. Eu me basto. As minhas crises de depressão profunda me levam a crer que eu sou uma pessoa muito vulnerável. Eu sempre acabo por me deixar levar pela vontade do outro. E o outro acaba por me oferecer um copo de fel. Antigamente eu saía de casa sozinho, encontrava com pessoas bacanas e outras nem tanto. Dançava, bebia, ria e falava besteiras, depois eu voltava para casa sozinho. Na maioria das vezes eu voltava acompanhado até o meio do caminho, mas pra casa eu voltava sozinho. Dormia bem, no meu quarto improvisado e tinha um aparelho de som pequeno que tocava o que havia de melhor. Eu gostava muito de chegar em casa pelas tantas da madrugada e comer algo. Uma noite era caldo de feijão, noutra era um sanduiche. Catarina sempre pagava um X-tudo antes de eu voltar grogue para casa. Catarina era e ainda é generosa. Bem intencionada e cheia de amizade. Mas eu mudei muito. Na verdade eu cansei de ser o coitado. É assim que tenho me sentido. E não adianta dizer que todo mundo me adora, que eu sei, tem gente que gosta de mim, só porque os outros gostam. E têm outros que são verdadeiros mesmo. Renildo é um deles. Outra pessoa que eu gosto muito e sei que é uma pessoa bacana é o Aílton. Mas não deixo de lado minha Deusa Karin, minha irmã Lôra e meu computador. Hoje é uma noite daquelas nefastas. Louco para sair e sem companhia. Cansado sim, mas doido pra sair. É certo que meu papo gira sempre em torno de meu trabalho, mas isso eu pretendo mudar. Basta eu achar a pessoa certa para falar de música que eu falo. Entendo disso e precisa servir para alguma coisa este entendimento. Tem tantas coisas que eu queria fazer na vida. Tantos lugares que eu gostaria de ir. Ainda acharei as pessoas certas para eu conversar. Isso é fato consumado. Isso mesmo. Abri meus braços hoje. Cansei de braços fechados. Quero que todos cheguem e me toquem. Todo mundo mesmo. Quero estar ali, no meio. Quero poder ir ali no meio. Afinal de contas eu trabalho, ganho meu dinheiro, e ai daquele que falar que meu dinheiro não é suado. Ralo pra ganhar, então posso escolher onde gastar. Quero lixo tóxico, se isso me for viável. Quero noite se eu puder e quero shows para ver. Dizem que Jane´s Addiction vai tocar em BH. Fiquei doido. EU VOU! E dessa vez vou sozinho porque só eu gosto deles no meio em que vivo. Queria falar mais, porém estou neste momento com uma vontade imensa de parar de pensar. Vou dormir. Amanhã eu volto a explicar sobre minha mudança. Decidi que nasci para ficar sozinho. Existem pessoas que sozinhas são mais felizes. E se tem uma coisa que eu não quero mais é infelicidade declarada. Nem um segundo infeliz. Quero trocar de óleo. Minha máquina está travando. E meu corpo agora só pede para voar.
LIMITE DA BELEZA É ISTO QUE TÁ NO VÍDEO A SEGUIR.
DEPOIS DESTA INTERPRETAÇÃO, AS OUTRAS SÃO SÓ AS OUTRAS. BYE
Senti hoje uma coisa estranha. Raiva de médicos, pena de doentes, inveja de atletas, fascinação pelas obras de arte, desejo por mais cds e por fim: o inevitavel medo de morrer. MEDO DE MORRER sim. Eu sinto isso e todo mundo sente. Até a Vânia, atrás daquela mesa caquética e rôta dizendo: - UM DIA TODOS NÓS VAMOS MORRER. TEMOS QUE ACEITAR ISSO COMO ALGO NATURAL. Psicóloga de merda. Se morrer fosse natural a bolsa cafona e grosseira dela não estaria transbordando de fluoxetina, amitriptilina, analagésicos e tarja preta. Ela, na verdade, morre só de pensar que tem medo. Hahahahahaha. Fiquei olhando para ela meio que me pedindo assim: -Venha ser meu paciente....eu queria saber mais de você. SABER O QUE DE MIM SUA LOUCA? Saber que amo música indie e que adoro rock? Saber que te acho um saco e tenho pena? Saber que quando entro neste consultório eu penso duas vezes antes de falar? Sim, porque nem senpre entro aqui querendo assistir uma missa.
MÊDA!
Deixa ela prá lá. Estou cansado e vou fazer o que ela me disse: Toma um chazinho e procura dormir. Dormir como, porra, se eu estou por aqui de trabalho e gente dependendo de mim?
Sei lá, acho que se fosse um cogumelo me analizando, o resultado seria melhor. Afinal de contas, dizem que cogumelo do sol, combate stress e dá vitalidade.
Vou dormir hoje. E ela não. Está com peso de consciência. Me falou coisas que eu desacreditei. Coitada dela. Eu não quero prosseguir não. Só quero análise. Só isso. Amigos eu já tenho muitos. Quero análise! Quero saber porque um homem não é capaz de botar um ovo, enquanto a Bjork deixa um, em pleno palco do Grammy.
Banda belga que na sua estréia vem cheia de influencias de Cocteau Twins, até com participação de Robin Guthrie. É inevitavel não lembrar, seja pelos vocais etéreos, ou pelos arranjos, se bem que aqui aparecem bem mais elementos eletrônicos. A comparação não tira o mérito do trio belga, pelo contrário. O disco é uma beleza, 'A Taste Of', 'Unseen' e 'This' são um frescor que te fazem lembrar de Lush também. Belas referências e belo disco. sE VOCÊ NÃO TEM AINDA, CORRA, COMPRE, BAIXE, ROUBE, PEÇA EMPRESTADO, OUÇA. ESTE É UM CD OBRIGATÓRIO.
Vejam o video:
AGORA PAREM DE FALAR QUE MINHAS TRILHAS SONORAS NÃO DIZEM NADA. UAUAUAUAUAUA! "No sertão de Minas Gerais não toca a música carioca de Tom Jobim, nem Toquinho e nem Vinicius de Morais"
Todos nós temos a liberdade de falar o que pensamos e sentimos. No entanto, falar abertamente, na franqueza dos nossos sentimentos a respeito de alguma coisa, muitas vezes, pode causar um efeito contrário ao pretendido. A “verdade” que procuramos cultivar como virtude poderá ser classificada como uma atitude de grosseria ou parecer como um terrível ato de má educação no conceito da outra pessoa.
Todos nós temos o direito de expressar nossos sentimentos sobre um fato, porém, isso poderá resultar em situações pouco bacana aos nossos relacionamentos, principalmente quando faltarem a sabedoria e o discernimento para identificarmos “como” e o “melhor momento” de fazê-lo.
Quantas amizades, casamentos e outros tipos de relacionamentos esfriaram em função da franqueza aplicada ao modo de falar. Não é de interesse de ninguém viver mascarando seus verdadeiros pensamentos e opiniões sobre o que tem experimentado dentro do seu convívio. Entretanto, não nos estão reservados, com exclusividade, a situação e o momento que achamos ser os mais apropriados para se falar.
Muitas pessoas – ao viverem um acesso de descontentamento, e lançando mão do “direito” da franqueza – se permitem traduzir em palavras, com pitadas de raiva e frustração, suas impressões. Em outras ocasiões, enumeram uma lista de faltas sobre aquele que julgam não proceder a seu contento. Nesse momento, quase que em uma posição de desafio, firmam opiniões, – não querendo saber se o que têm a dizer é de interesse de uma platéia –, e acabam expondo e diminuindo aquele a quem consideram amigo.
Quais seriam os procedimentos elementares que deveríamos adotar quando estamos exercitando a liberdade de expressão?
Falar a verdade, muitas vezes, pode estar fundamentado na própria necessidade de desabafar, de jogar para fora o que está nos incomodando, ao invés de favorecer o crescimento da outra pessoa.
A verdade, que achamos necessário ser expressa, precisa – de antemão– , convencer e não ofender o nosso próximo, pois, por si só ela já desconcerta aquele que acreditava estar vivendo retamente. Se quisermos apresentar de forma franca nossa opinião, com o objetivo de trazer uma nova possibilidade de entendimento, de ensinar ou até mesmo de advertir alguém, “a sabedoria de um ancião” deverá controlar o ímpeto de um coração ávido do desejo de consertar o mundo.
Longe de se estabelecer uma técnica de observância para o melhor momento de se falar a verdade, está a necessidade de se apurar a sensibilidade para aplicar, – também nas palavras –, a prática do amor e da caridade. Isso não isenta os mais idosos, tampouco aqueles, que devido ao longo tempo de convivência, possam ter adquirido a falsa impressão de ter alcançado o direito de exprimir tudo o que pensam sobre os demais.
É ASSIM: VOCÊ ESTÁ CANSADO DE TANTO TRABALHAR E AINDA AMA. DAÍ VOCÊ ANDA CANSADO DE AMAR E QUER FAZER O DESMAME. AÍ VOCÊ PENSA QUE UMA CERVEJINHA E UM BOM TIRA-GOSTO VAI DEIXAR A CORRENTE MAIS MACIA. ENTÃO VOCÊ TENTA AJUDAR NO FOGÃO E FALHA. DAÍ VOCÊ OUVE ALGO ASSIM: - AJUDA DE MERDA.
NOSSA! QUE VONTADE DE SAIR HOJE, DAR UMAS VOLTAS, TOMAR TODAS, SOZINHO COMO ANTIGAMENTE. AVE DOIDA E LIVRE. ESCREVENDO SOBRE AMOR E QUERENDO SER UMA PESSOA BOA. O QUE SOU HOJE, NEM CHEGA PERTO DO QUE QUERIA SER, E TEM MAIS UMA COISA...MORRO SEMPRE QUE ACORDO E VEJO QUE UM DIA SE PASSOU E EU FIQUEI MAIS VELHO.
HOJE É UMA DAQUELAS NOITES EM QUE EU QUERIA UM AMOR DE DUAS HORAS DE BAR E MAIS DUAS DE MOTEL.
AMOR: PALAVRA MEDIOCRE. PENA QUE, SÓ EU FICO, TENTANDO TORNÁ-LA MAIS BONITA.
DOS MEUS PRAZERES ATUAIS APENAS UM LIVRO NOVO QUE COMPREI. CUSTEI A CHAR, PORQUE É RARO. MAS ACHEI E ELE AGORA É MEU: CATALOGUE É O NOME DELE. DESEJO UMA BOA NOITE Á TODOS E QUE SAIAM DE CASA HOJE, PARA BEIJAR, NAMORAR E AMAR.
AMAR NÃO É COLECIONAR TEMPO DE CONVÍVIO, E SIM UM "OLÁ" SEMPRE CHEIO DE AMIZADE.
SE EU FOSSE MORRER HOJE E SOUBESSE DISSO, EU DARIA O MEU "CATALOGUE" PARA A SAMIRA.
Hoje notei a flor do amor de minha mãe. Amava realmente meu pai. Ela, que não anda muito bem de saúde também, sentou-se na beirada da cama, em meio aos presentes que ganhou neste seu aniversário e ficou me contando um caso. Pude notar certa dificuldade ao falar, uma tosse se formando, os olhos umedecidos alem do normal e por fim uma grande vontade de entender o porquê de não sentir vontade de chorar. Não me contive e perguntei: - Minha linda, a senhora tá sentindo muita falta dele né? - Sim meu filho. Eu fico imaginando que ele vai voltar. Eu sinto o cheiro dele na cama quando me deito. Eu vou me encolhendo no meu canto para que quando chegar o seu lugar esteja livre e espaçoso como ele gostava. As vezes eu acordo pensando que ele entrou no quarto. De todas as coisas que eu entendo, esta me foge totalmente. Tá certo que O HOMEM FORTE FICA SÓ, mas eu queria saber como ser forte sozinho. Eu queria saber como é para quem vai e como se consola sozinho o coração de quem fica. As vezes penso que sou o errado na história, por ser sincero comigo mesmo e não omitir as coisas que sinto. A vida não me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo. Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade. Aceitar meus erros como algo inerente ao ser humano. Sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo. Ser hipócrita. Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações, desafetos e incompetências. Fechar meus olhos às injustiças; Ser imune à dor de minha mãe, de um amor, de um amigo, e minhas irmãs. Sempre perdoar. Amar incondicionalmente. A vida não me ensinou a abrir minhas janelas para o amor; e a não temer o futuro.
As coisas estão caminhando, mas eu estou parado. Estou empurrando as coisas conforme manda o figurino de uma pessoa responsável e sóbria. Mas aqui dentro: tem uma dor inédita em minha vida, e desta dor, só seu sei.
Nenhuma dor é glamour, nem a dor da inveja e nem a dor da incompetência. Só é glamour a dor de quem finge ser o que nunca chegará a ser. Deus dá a sensibilidade para alguns. Os outros passam pela vida inteira rogando a ele que lhes dê no mínimo um pedacinho dela.
Um certo dia um anjo esteve aqui Tinha o olhar mais belo que já existiu. Tinha no falar uma oração. E no olhar a mais linda canção que já se ouviu. Sua voz falava só de amor. Todo gesto seu era de amor. E paz, ele trazia no coração. Ele pelas ruas caminhou. Sentou-me em seu colo e falou do amor maior. Fez uma luz brilhar no meu coração. O sol nascer em cada coração que o entendeu. Ensinou que além da vida que se tem, existe uma outra vida além e assim... O renascer! Morrer não é o fim. Tudo que pra mim ele deixou, não passou e vai sempre existir Flores nos lugares que pisou, e o caminho certo pra eu seguir. Mas se um dia vai voltar e nos mesmos campos procurar o que plantou. Haverá de colher o que de bom nasceu de mim. E há chorar pela semente que morreu sem florescer em mim. Mas eu ainda tenho tempo de plantar, fazer dentro de mim sua semente crescer, pra lhe entregar, se ele um dia voltar.
PARA QUEM ENTENDE O VERDADEIRO SENTIDO DO "TREM DAS SETE", AMAR É ENTENDER QUE UM DIA ESTE TREM VEM PARA LEVAR QUALQUER UM DE NÓS.
O quarto do meu pai já se sente um quarto de morto já. Muito embora vivo ele estava ali, nem sabe quão morto ele vivia lá. O quarto do meu pai tem uma cama de solteiro. Na mesinha um retrato e uma flor que ele usava como arma. E contava e recontava e tornava a contar os casos do tempo de moço. Ele era o herói das horas do jantar e o mesmo herói da história do almoço O quarto do meu pai tem um velho armário enorme. Tão grande que inibia um sonhador e ele nem cochilava enquanto dormia. O quarto do meu pai tem a extensão que a noite corta. Tão escuro que não se enxerga a dor e tão profundo que não se abre a porta. Ele rezava e revezava a novela das seis, quem nunca foi tão atencioso. Agora o que resta dos três, são dois, para lembrar do mais laborioso. Quando ele adoeceu, trouxe as cicatrizes no corpo de leão. Trouxe a mala aberta, orgulho aberto, uma pochete e um carrinho de vender picolé.
SEM MÁGOAS OU DORES, AGORA, SEI QUE ESTOU ME ENTENDENDO MELHOR.
Hoje eu tava correndo, sim porque todo mundo já sabe que o que faço de melhor é correr para realizar “TODO” o meu trabalho, daí a campainha tocou. Fui até porta para ver quem era e pude ver um homem parado sem saber o que dizer. Ele não estava mal vestido e nem sujo. Dentes limpos e roupa sem rasgos. Perguntou meu nome educadamente e depois me perguntou se eu tinha algo para ele comer. Pacientemente pedi a ele um minuto e tranquei a porta. Voltei a cozinha e preparei um sanduiche de pão com mortadela, um pedaço de uma torta que tava na geladeira (essa eu esquentei no micro-ondas) e um copo de refrigerante. Nada que pudesse me fazer falta, mas que iria saciar sua fome. Abri a porta, ele estava ansioso. Dos olhos saíam faíscas de fome. Entreguei a ele a pequena doação e ele, após agradecer, sentou-se na beirada da calçada e pôs-se a comer. Fiquei da janela olhando. A fome dele era grande, visto os olhos e a sofreguidão ao ingerir. Após terminar o pão, perguntou se eu não me opunha de ele levar o resto para comer depois. De forma alguma, respondi. Ele então juntou tudo dentro de uma sacola de plástico e despediu. Passado uns dois minutos a campainha tocou novamente. Lá estava ele. Eu havia me esquecido de lhe dizer que se um dia precisar de mim, estarei pronto para ajudar, ele disse. Pode deixar que eu falarei sim, retruquei quem sabe por educação, porque era alguém que eu não veria mais.. Aí ele partiu. Mais tarde pude vê-lo em uma loja da Goiás carregando caixas. Passei por ele é disse: Você trabalha aí? E ele: -Não, só mesmo ajudando a carregar estas caixas e garantindo o de amanhã.
No ônibus, indo para Carmo da Mata, eu concluí: Uma pessoa rica de coração só garante o de amanhã, se carregar as caixas de sua vida sem ficar questionando muito sobre o que tem dentro.
BRAVO AMIGO: VOCÊ É A ESTRELA DESTE POST.
Que este vídeo a seguir seja leve para quem ama a vida como eu.
...e para não deixar de lado o meu tão sutil senso crítico: "AH SE A VANESSA DA MATA, ANA COROLINA E OUTRAS "D I V A S" DA MPB ATUAL DESSEM CONTA DE FAZER PELO MENOS PARECIDO."
Disseram que eu sou falador, que gosto muito de dar sugestões e que meu papo nunca termina. Embora eu seja tudo isto, na verdade eu sou uma das pessoas mais silenciosas do mundo.
Markus Marques (sou eu)